26/08/2018

Um pouco mais sobre Lagoa dos Patos, Lagoa do Casamento, Barra Falsa do Bujuru e Lagoas Costeiras do RS

- As belezas da Lagoa dos Patos são indiscutíveis de qualquer ângulo e, agora, uma imagem bem diferenciada foi disponibilizada pela Nasa, mostrando não apenas um outro olhar, mas colorações que não se costuma ver em suas margens. Os dados usados ​​para criar a imagem foram coletados em 24 de maio de 2018 e mostram, segundo o site OceanColor, da Nasa, sedimentos suspensos, fitoplâncton, vegetação aquática submersa e matéria orgânica dissolvida colorida, que contribuem para as muitas cores observadas na imagem Landsat 8 da Lagoa dos Patos. Em observação bem detalhada, é possível também ver os traços dos maiores mananciais que desaguam na Lagoa, como o Guaíba, o Rio Camaquã, Arroio São Lourenço, Arroio Grande, por exemplo. (link)

Sedimentos suspensos, fitoplâncton, vegetação aquática submersa e 
matéria orgânica dissolvida colorida contribuem para as 
muitas cores observadas na imagem Landsat 8 da Lagoa dos Patos, no sul do Brasil. 

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- A Planície Costeira e o sistema de lagoas foram formados pelas variações ocorridas no nível do mar durante as épocas geológicas denominadas de Pleistoceno e Holoceno (Período Neógeno da Era Cenozoica). Entre aproximadamente 400 mil anos atrás e o presente, ocorreram flutuações do nível do mar que alteraram as características da costa e foram responsáveis pela formação de diferentes ambientes de sedimentação, pela deposição de sedimentos e pela formação das lagoas. Tudo isso explicado em detalhes no vídeio "A gênese, a morfologia e a ecologia das lagoas costeiras do Rio Grande do Sul" (link para o vídeo) (link para outros resultados desse projeto) (link para o ebook criado).


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- Através de pesquisas realizadas por geólogos e outros profissionais, foi reconstruída em 2D a formação geológica do Município de São José do Norte e região, no sul do estado do Rio Grande do Sul - Brasil. A animação mostra toda evolução geológica dos últimos 400 mil anos. Rastro, na trilha de um mundo melhor! (@RASTRO) (http://www.rastro.eco.br/) (link para o vídeo)


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- A feição geomorfológica conhecida como Barra Falsa aparece nos mapas que retratam a margem leste da Lagoa dos Patos, nas proximidades da localidade de Bujuru, no município de São José do Norte, litoral médio do Rio Grande do Sul. Nos últimos anos, vários artigos científicos foram publicados defendendo a hipótese de que esta feição é um paleocanal que estava ativo durante o Holoceno (últimos 10 ka), conectando a Lagoa dos Patos com o Oceano Atlântico. Além disso, vários trabalhos publicados atribuíram a origem desta feição à atividade erosiva do Rio Camaquã durante o Holoceno, quando o mar situava-se em um nível mais baixo do que o nível atual. O trabalho aqui apresentado mostra que estas interpretações estão equivocadas e não se sustentam em evidências científicas. Para refutar as hipóteses defendidas nesses trabalhos anteriores, este artigo apresenta uma série de evidências geológicas, geomorfológicas, sedimentológicas, hidrológicas e geofísicas que mostram, de forma muito clara, que, durante o Holoceno, a Barra Falsa não se comportou como um canal de ligação entre a lagoa e o mar, e que sua origem não está relacionada à atividade erosiva do Rio Camaquã. Provavelmente a origem desta feição esteja relacionada à atividade de um pequeno canal fluvial voltado para a Lagoa dos Patos, que seria sua bacia receptora, em sentido inverso ao sugerido pelos trabalhos anteriores. (link)

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- Avaliação da biodiversidade na lagoa do Cerro, na lagoa do Casamento e em seus ecossistemas associados, Zona Costeira, Rio Grande do Sul (link).

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- A zona costeira do Rio Grande do Sul tem sua origem e evolução vinculadas às oscilações do nível do mar, que por sua vez são resultado dos ciclos glaciais-interglaciais do Quaternário. Essas oscilações levaram ao desenvolvimento de diferentes ambientes deposicionais costeiros, principalmente os grandes corpos lagunares e lacustres e extensas barreiras arenosas. Além dos processos geológicos, os sedimentos da planície costeira documentam ainda modificações climáticas e ecológicas, na forma de restos fossilizados de organismos marinhos e terrestres. Nas últimas décadas, novas metodologias de estudos têm levado à melhor compreensão dos processos responsáveis pela formação desta unidade, que é importante para o futuro planejamento dos usos e ocupação da área. Buchmann, Francisco & Caron, Felipe & Lopes, Renato & Ugri, A & Lima, L.L.. (2009). Panorama geológico da planície costeira do Rio Grande do Sul. Quaternário do Rio Grande do Sul-Integrando Conhecimentos, Monografias da Sociedade Brasileira de Paleontologia. 1. 35 56. (link)

Um comentário:

  1. Excelente postagem, estou usando os videos como referência para uma aula de limnologia.

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